Informação sobre cistite, causas, sintomas e tratamento da cistite, identificando formas de a diagnosticar e procedimentos para a sua cura.


Cstite em crianças

A infecção urinária na criança não é um evento raro, estimando-se que aos sete anos de idade 2% de meninos e 8% de meninas tenham este tipo de infecção. No menino, a infecção urinária é habitualmente decorrente da presença de fimose, enquanto na menina devem ser investigados os hábitos de higiene e excluída a presença de infecção concomitante por oxiúros. Em ambos os casos, a infecção pode resultar de uropatias congênitas. Realizado o diagnóstico clínico, deve-se proceder à colheita de urina para a realização dos exames, nomeadamente elementos anormais e sedimento da urina, cultura de urina e teste de sensibilidade a antimicrobianos. O tratamento empírico deve ser instituído após a colheita de urina para a realização dos exames citados, preferindo-se os derivados sulfamídicos associados com trimetoprima, antibióticos betalactâmicos, fosfomicina trometamol e nitrofurantoína. Trabalhos de revisão demonstram que o esquema de curta duração, por dois a quatro dias, é tão eficaz quanto os de longa duração, de 7 a 14 dias.


Dificuldade de diagnosticar cistite em crianças

Pode ser difícil dizer se uma criança tem uma cistite. Se elas forem muito jovens, podem não ser capazes de deixar que você saiba onde está o problema. Se elas já não estiverem usando fraldas, você pode não notar urina mais vezes.
Crianças e bebés podem ter vários sintomas que podem incluir um ou mais dos seguintes sintomas:
As crianças mais velhas podem dizer que têm dor quando urinam e afirmar que urinam frequentemente. Se um rim ficar infetado, elas também podem ter calafrios e queixarem-se de dor na barriga (abdominal), dor nas costas, ou uma dor num lado do abdômen. Enurese numa criança previamente seca é, por vezes, resultado de uma infecção urinária. Mal-estar geral pode ser resultado de uma infecção urinária.


Deve suspeitar-se de cistite em qualquer criança que esteja doente ou que tenha uma febre sem que existam outras condições claras. É por isso que um teste de urina é feito, geralmente quando a criança está doente. É importante diagnosticar e tratar uma infecção urinária prontamente.

Cistite recorrente em grávidas

A infecção do trato urinário, como a cistite são as infecções bacterianas mais comuns durante a gestação. É explicada, sobretudo, pelas alterações fisiológicas dessa fase, tais como, efeito hormonal, dilatação ureteral, diminuição da peristalse, refluxo vesicoureteral e compressão extrínseca do útero na bexiga. Cerca de 4% a 10% das gestantes têm bacteriúria assintomática e, destas, cerca de 20% a 60% terminam por desenvolver infecção do trato urinário posteriormente.
Além disso, 1% a 4% das gestantes desenvolvem infecção do trato urinário aguda pela primeira vez durante a gravidez.
Na gestante, devido à frequência de 20% de ITUr após a pielonefrite, recomenda-se o uso diário, noturno, de antibioticoprofilaxia com nitrofurantoina na dose de 100 mg/dia, até o parto. Este esquema terapêutico reduz em 95% a recorrência e deve ser acompanhado com uroculturas mensais.
Embora pouco frequente, cuidado deve ser tomado no uso da nitrofurantoina nas últimas semanas de gestação, em mulheres com deficiência da G6PD, pelo risco de anemia hemolítica.
Estudos demonstram que o uso de ácido ascórbico (vitamina C) na gestação, na dose de 100 mg, diminui a frequência de infecção do trato urinário recorrente em cerca de 25%. No Brasil, existem compostos polivitamínicos com essa dosagem.
Com relação ao Cranberry, ainda não existem estudos de segurança ou danos para a mãe ou o feto. Estudos demonstram que esse fitoterápico não tem efeito adverso na gestação, podendo ser utilizado na forma de comprimido ou suco nas mesmas doses das não gestantes.

Por que algumas mulheres têm cistite recorrente?

Seu corpo tem defesas para evitar que os germes (bactérias) causem cistite. O muco em torno da vagina e abertura da uretra é ligeiramente ácido, o que impede que as bactérias se multipliquem. Embora as bactérias possam prosperar na urina, você esvazia a bexiga regularmente quando urina. Além disso, as células que revestem a uretra e a bexiga têm alguma resistência contra as bactérias.
Na maioria dos casos, não há nenhuma razão aparente para que cistite retorne (repite). Normalmente não existem problemas com a bexiga ou com a defesa do sistema imunológico que possam ser identificados. É possível que haja uma ligeira alteração na capacidade do organismo para resistir a bactérias, que ao ficarem na bexiga causem infecção. Uma ligeira variação na defesa do organismo pode pender a balança a favor de bactérias, causando a infecção. (De um modo semelhante, algumas pessoas parecem mais propensas a resfriados, dores de garganta, etc.).

Ocorrência de cistite recorrente

Para algumas mulheres, uma das seguintes situações pode contribuir para a ocorrência de uma cistite recorrente:
- Problemas de bexiga ou rins podem levar a infecções mais facilmente;
- Por exemplo, pedras nos rins, ou condições que motive que a urina não drene corretamente. O seu médico pode implementar alguns testes, no caso de se suspeitar desta situação;
- Ter relações sexuais aumenta a chance de cistite em algumas mulheres;
- Hormonas. A vagina, bexiga e uretra respondem químicamente ao chamado estrogénio. Quando os níveis de estrogênio no corpo ficam reduzidos, os tecidos desses órgãos tornam-se mais finos, mais fracos e secos. Estas mudanças podem aumentar o risco de cistite recorrente no caso de você já tiver atravessado a mudança (menopausa). Cistite também é mais comum durante a gravidez por causa de mudanças no trato urinário.


Cistite Recorrente

Cistite significa inflamação da bexiga. A cistite geralmente é causada por uma infecção urinária. Algumas mulheres têm episódios recorrentes de cistite, sendo que a cistite recorrente é definida como a ocorrência de duas infecções comprovadas no prazo de seis meses, ou três infecções num ano. Em muitos casos, não há nenhuma causa aparente. As opções de tratamento a considerar incluem o tratamento de cada episódio de modo rápido com um curso curto de antibióticos; uma dose regular de antibióticos tomados a longo prazo e tomar uma única dose de antibiótico depois de práticas sexuais (se a relação sexual parecer desencadear episódios de cistite).

O que é cistite?

Cistite significa inflamação da bexiga. É geralmente causada por uma infecção urinária. Os sintomas típicos são dor ao urinar e urinar com frequência. Você também pode ter dor na barriga inferior (abdómen), sangue na urina e alta temperatura (febre). A sua urina pode também tornar-se turva ou com mau cheiro.
Cerca de metade de todas as mulheres têm pelo menos um episódio de cistite. Para muitas mulheres a cistite ocorre apenas uma ou duas vezes ao longo de sua vida. No entanto, cistite recorrente ocorre em algumas mulheres. Esta condição ocorre mais comumente em mulheres com cerca de 20 anos de idade e em mulheres com idade acima de 55 anos.


Causas da cistite

Normalmente, a urina da bexiga é estéril e as bactérias que conseguem vencer os mecanismos naturais de proteção e chegar à bexiga são expulsas pela micção.
O ato de urinar é um dos mais importantes mecanismos de defesa contra a proliferação das bactérias que invadem a bexiga, pois estas são eliminadas à micção. Se as bactérias multiplicarem-se mais rapidamente que a capacidade da bexiga em expulsá-las pela micção, a infecção acontece.
As principais bactérias causadoras da cistite são a Escherichia coli e o Staphylococcus saprophyticus, habitualmente presentes na flora intestinal e da região em torno da uretra (periuretral), do vestíbulo vaginal (parte externa da vagina) e ao redor do ânus.
A principal maneira como estas bactérias chegam à bexiga é por via ascendente, ou seja, as bactérias da própria paciente "sobem" desde a região periuretral, vagina ou ânus até a bexiga.
As mulheres desenvolvem cistite mais facilmente que os homens porque têm a uretra mais curta; pela menor distância a ser percorrida pelas bactérias, desde a região periuretral até a bexiga e pela proximidade entre o ânus e a região periuretral.
Alguns fatores, isolada ou conjuntamente, são necessários para que ocorra a infecção da bexiga:
  • Colonização periuretral pelos microorganismos provenientes da flora intestinal por fatores como defecação, sudorese e higiene pessoal inadequada.
  • Fatores relacionados ao modo como certas bactérias se aderem à região periuretral.
  • A relação sexual é um dos fatores mais importantes da cistite em mulheres, pois, através dos movimentos de penetração, facilita a introdução de bactérias da região periuretral até a bexiga.
  • Os fatores naturais de proteção tais como a acidez natural da urina, o muco vesical e a secreção local de imunoglobulinas precisam ser sobrepujados para que ocorra a infecção.

Fatores de risco para cistite

Além disso, existem muitos outros fatores de risco contribuem para o desenvolvimento da cistite:
  • Alterações da imunidade geral e local da região periuretral e da bexiga.
  • Diabetes.
  • Banhos de imersão.
  • Certos antibióticos, que destroem temporariamente a flora bacteriana protetora, que compete com a Escherichia coli e outros microorganismos implicados na cistite.
  • Alergia a componentes usados em produtos de higiene íntima tais como sabonetes, cremes, loções, óleos, sais para banho etc.
  • Anormalidades obstrutivas ou estruturais do trato urinário como fístulas, cistocele, divertículo da uretra, tumores, estreitamentos, cálculos etc.
  • Gravidez, onde o risco para o desenvolvimento de cistite é dobrado.
  • Menopausa.
  • Uso de sonda uretral ou instrumentação das vias urinárias.

O que deve relembrar sobre cistite
- A cistite é uma inflamação da bexiga e geralmente é causada pela bactéria Escherichia coli (E. coli).
- O tratamento inclui beber muita água e tomar alcalinizantes urinários e antibióticos.
- Ataques regulares e graves de cistite devem ser investigados, diagnosticados e tratados pelo seu médico.
- Uma infecção renal é grave e precisa de atenção médica imediata.


Cistite

A infecção urinária pode comprometer somente o trato urinário baixo, o que especifica o diagnóstico de cistite, ou afetar simultaneamente o trato urinário inferior e o superior; neste caso, utiliza-se a terminologia infecção urinária alta, também denominada pielonefrite. A infecção urinária baixa ou cistite pode ser sintomática ou não.
As infecções do trato urinário podem ser complicadas ou não complicadas, as primeiras tendo maior risco de falha terapêutica e sendo associadas a fatores que favorecem a ocorrência da infecção.
A infecção urinária é complicada quando ocorre em um aparelho urinário com alterações estruturais ou funcionais.
Habitualmente, as cistites são infecções não complicadas enquanto as pielonefrites, ao contrário, são mais freqüentemente complicadas, pois em geral resultam da ascensão de microrganismos do trato urinário inferior e estão freqüentemente associadas com a presença de cálculos renais.
Tanto a infecção urinária baixa como a alta podem ser agudas ou crônicas e sua origem pode ser comunitária ou hospitalar.

Especialistas dizem que a maioria das mulheres vai ter pelo menos uma incidência de cistite durante suas vidas. Um número considerável de mulheres tem mais de uma incidência ao longo da vida. Os médicos dizem que uma mulher deve consultar o seu médico (clínico geral ou médico de atenção primária) quando ela fica com cistite pela primeira vez, ou quando uma mulher tiver cistite três ou mais vezes no decorrer de um período de doze meses.

Os profissionais de saúde recomendam que todos os homens as crianças devem consultar o seu médico se tiverem sintomas de cistite.


Quando os homens têm cistite, esta tende a ser potencialmente mais grave do que quando surge nas mulheres. Cistite masculino é mais provável de ser causado por alguma outra condição grave subjacente, tal como uma infecção da próstata, o cancro, uma obstrução ou uma próstata aumentada. Na maioria dos casos de cistite masculina, o tratamento precoce é eficaz e o problema pode ser resolvido. No entanto, a infecção da bexiga masculina quando tratada pode levar a infecções e/ou danos renais ou da próstata. Homens que têm relações sexuais com homens são mais propensos a apresentar cistite do que outros homens.


Infeções do trato urinário

Infeções do trato urinário representam um sério problema de saúde para os pacientes e um custo alto para a sociedade.
Infeções do trato urinário são também a mais frequente infecção associada à assistência médica. E. coli é o patógeno predominante em infeções do trato urinário não complicadas, enquanto outras enterobactérias e enterococos são isolados com maior frequência em pacientes com doenças urológicas. O desenvolvimento atual de resistência bacteriana é alarmante e as taxas de resistência estão relacionadas aos antibióticos utilizados nos diferentes países. É preocupante o aumento da resistência para antibióticos de amplo espectro.
Portanto, é essencial limitar o uso de antibióticos em geral, em particular as fluoroquinolonas e cefalosporinas, especialmente em infecções não complicadas e bacteriúria assintomática.



Cistite no homem

A infecção urinária no homem não é habitual, tornando-se mais frequente nos pacientes com idade superior a 60 anos, em função do aumento da glândula prostática.
Pacientes com AIDS também apresentam maior incidência da infecção.
Pode, ainda, ocorrer em homens jovens que praticam o sexo anal, expondo-se à E. coli presente no reto, e em crianças do sexo masculino, devido à presença de fimose.
A ocorrência de infecção urinária no homem, particularmente nos idosos, justifica a realização de exame prostático e deve ser acompanhada da avaliação de leucócitos e hemácias em exame de urina tipo 1 e de cultura de urina.
Os agentes microbianos causadores da cistite no homem são similares aos da mulher. Não existem estudos controlados sobre o tratamento da infecção urinária no homem, recomendando-se as drogas ativas na infecção da mulher, porém, por tempo mais prolongado, de pelo menos sete dias. Em geral, as mesmas drogas (quinolonas, co-trimoxazol) são utilizadas se houver prostatite, mas o tratamento deve ser estendido por até 30 dias. A nitrofurantoína não é indicada por não atingir concentração adequada na próstata.


Como prevenir a cistite

Existem algumas medidas simples que você pode tomar para evitar novos ataques de cistite, e estas incluem:
• Beber muita água.
• Urinar muitas vezes, esvaziar completamente a bexiga e não 'segurar'.
• Limpar-se da frente para trás (uretra ao ânus) depois de ir ao banheiro.
• Usar um lubrificante durante a relação sexual. Se você for capaz, tente evitar o uso de espermicidas e diafragmas. Você pode discutir outras formas de contracepção com o seu médico.
• Urinar logo após a relação sexual.
• Usar roupas íntimas de algodão e evitar roupas sintéticas ou apertadas, como jeans ou meia-calça.
• Evitar o uso de sabão ou produtos perfumados em seus órgãos genitais.
• Beber suco de cranberry / cápsulas ajudam a prevenir infeções, se tomado diariamente (elas evitam que as bactérias se agarrem às paredes da bexiga). Informe o seu médico se estiver a tomar suplementos de cranberry já que estes podem interferir com alguns antibióticos.
• Use sempre um preservativo se mantiver sexo anal e remova-o antes da relação sexual vaginal, para evitar que as bactérias do ânus entrem em sua vagina e uretra.

Como se trata a cistite

Antes de se iniciar o tratamento da cistite, é necessário testar uma amostra de urina para determinar o tipo de infeção.
Os antibióticos são usados para tratar a infeção. Você deve fazer o curso completo, mesmo que se sinta melhor, já que algumas bactérias ainda podem estar ativas.
Os resultados da sua amostra de urina devem ser analisados pelo seu médico para se certificar de que você está tomando os antibióticos corretos.
Alkalinisers (como Citralite, Citravescent ou Ural) podem ajudar a melhorar os sintomas (como ardência durante a micção) e podem ser comprados numa farmácia. Outra opção de tratamento é a toma de uma colher de chá de bicarbonato de sódio num copo de água (250 ml) três vezes ao dia. Por favor, verifique com o seu médico ou farmacêutico se estes podem ser tomados com quaisquer outros medicamentos que você possa estar a tomar.

• Certifique-se de esvaziar completamente a bexiga cada vez que você urinar.
• Descanse bastante.
• Tome analgésicos leves, como paracetamol ou Panadine (paracetamol / codeína), para a dor (se necessário).
• Coloque um pacote quente, como uma garrafa de água quente enrolada numa toalha, em seu abdômen ou nas costas para ajudar a aliviar a dor.

As mulheres que tiveram uma infeção são propensas a desenvolver outra. Isto é mais provável em mulheres sexualmente ativas. Cistite recorrente deve ser tratada precocemente, pelo que deve consultar o seu médico logo de que se aperceba de uma nova infeção, através dos sintomas associados. Isto é especialmente importante se você estiver grávida, já que uma infeção não tratada pode afetar o crescimento de seu bebê.
Se a cistite continuar a aparecer ao longo do tempo, você pode precisar de mais testes e ter de recorrer a  um urologista (um médico especializado em problemas urinários) para posterior tratamento. Algumas pessoas precisam tomar antibióticos todos os dias para prevenir infeções de repetição.

Cistite, uma inflamação da bexiga

A cistite é uma inflamação da bexiga (o saco que armazena a urina) e é o tipo de infeção mais comum do trato urinário.
Cistite geralmente ocorre quando as bactérias que vivem normalmente no intestino viajam até o tubo curto (uretra) que liga a bexiga para o exterior. Uma vez no interior da bexiga, estas bactérias crescem rapidamente.
A cistite é comum em mulheres de todas as idades. Cerca de 30 a 50 por cento das mulheres terão cistite em algum momento das suas vidas. Uma mulher fica mais predisposta a contrair cistite quando é sexualmente ativa, durante a gravidez e após a menopausa. A infeção não pode ser transmitida para outras pessoas durante as relações sexuais.
As mulheres adquirem cistite mais frequentemente do que os homens, porque as mulheres têm uma uretra mais curta. Os uretrais, aberturas vaginal e anal também são muito próximas, o que facilita a transmissão de um lado para o outro.
Os sintomas de cistite incluem:
• Ardor ou queimadura quando você urinar;
• Passagem apenas de pequenas quantidades de urina;
• Vontade de urinar com mais frequência;
• Sensação de que a bexiga ainda está cheia, após urinar;
• Urina turva, escura ou com sangue e com mau cheiro;
• Dor na parte inferior do abdômen;
• Sensação de mal estar com náuseas, febre e dor de cabeça.

Embora a cistite possa ser muito desconfortável, ela é no entanto fácil de tratar com antibióticos. Os antibióticos agem rapidamente e os sintomas melhoram, muitas vezes dentro de dois dias.
Se os sintomas persistirem, consulte o seu médico local. Cistite pode tornar-se grave se não for tratada, e pode levar a uma infeção do rim e, por vezes danos nos rins.

A fruta que vence a cistite

Existem publicações que referem a utilização de cranberry para combater a cistite.

A cranberry é usada há séculos para combater as infecções provocadas pela Escherichia coli. Esta fruta vermelha, comum no hemisfério norte, é usada há vários séculos como remédio. Existem dados que identificam o seu uso pelos índios americanos e canadenses para resolver problemas urinários. No século 17 os americanos usavam-na para conservar os alimentos e para limpar feridas de flechas venenosas. Hoje já se sabe que a cranberry ajuda a evitar cáries e protege o coração, uma vez que tem ação antioxidante, como a maioria das frutas vermelhas.
No Brasil, ela é encontrada em suco e geleia, feitos a partir da polpa importada, e também é conhecida como Oxicoco. O seu gosto é meio azedo, não agradando a todos os paladares. Pode ser usada no tratamento de infecções urinárias recorrentes, uma vez que eleva a acidez da urina e possui uma substância chamada antocianidina, que impede a fixação da Escherichia Coli, na parede da bexiga.
Para além de ser um alento para quem sofre de cistite, a cranberry é rica em flavonóides, substância que combate e evita o câncer, além de diminuir o colesterol ruim. Alguns médicos recomendam o uso de meio litro do suco de cranberry, duas vezes por dia, para evitar a cistite, mas é preciso cautela para quem apresenta cálculo renal.
Um levantamento de vários estudos sobre a cranberry, compilados pela Cochrane Collaboration, rede dedicada à revisão de estudos na área da saúde, divulgado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou o sucesso dessa fruta no combate às infecções urinárias recorrentes.
Outros estudos mostram que desde o século 17 a planta é usada para combater problemas estomacais, perda de apetite e câncer.
Esta fruta é rica em muitos fitonutrientes, como proantocianidina, flavonóides, ácidos fenólicos, taninos condensados e, como todo o bom alimento, acaba na mira de quem quer ganhar dinheiro de modo fácil. Na internet muitos sites vendem cápsulas com o extrato de cranberry e o valor pode chegar a R$ 200,00 (duzentos reais). É preciso ter cuidado, pois não existe dose segura, nem estudos que comprovem sua eficácia nessa forma. Sem qualquer risco, é o trivial suco da fruta, que apesar de não ser muito saboroso é uma ajuda.

COMO USAR A CRANBERRY
Como a fruta é nativa dos Estados Unidos e rara em nosso país, para aproveitar os seus benefícios a melhor forma é encontrar um importador da polpa pura. Com ela pode fazer sucos e geleias. O suco já preparado pode ser encontrado em grandes redes de supermercados. Como já vem diluído em boa quantidade de água, pode não ser a melhor opção. Deve-se também ter cuidado com o tipo de produto. Há histórias escabrosas de especialistas em burlar a boa fé das pessoas, que misturam vários tipos de sucos e vendem como se fosse a autêntica cranberry.

O que é Cistite Recorrente

A cistite de repetição é causada por persistência bacteriana ou por reinfecção por outro microorganismo. Assim, torna-se indispensável a urocultura sistemática para distinguir estas duas situações, pois o seu tratamento é distinto.
Em caso de persistência bacteriana é necessário excluir a presença de «focos» no trato urinário, tais como, cálculos, refluxo vesico-ureteral, pielonefrite crônica, malformações congênitas, obstrução, etc. A remoção destes «focos» é geralmente curativa.
Quando a reinfecção urinária é a causa da cistite de repetição, a doente deve ser avaliada quanto à existência de factores de risco tais como: pobre ingestão hídrica com diminuição da frequência das micções, uso de diafragmas e/ou de espermicidas, excesso de cuidados de higiene com o uso de produtos que diminuem a flora comensal e a obstipação. Em algumas mulheres é possível estabelecer relação entre a actividade sexual e a infecção. O hábito de urinar após o coito pode por si só diminuir as recorrências.
Quando, apesar da correção destes factores de risco permanecem as infecções de repetição, deve-se utilizar a terapêutica farmacológica.
Antibioprofilaxia contínua em baixas doses diminuiu as recorrências 95% mais eficazmente que o placebo. Em geral é utilizado o TMP-SMX ou a nitrofurantoína em toma única diária, ou então após o coito nas mulheres em que as infecções surgem relacionadas com a actividade sexual.
Nas mulheres pós-menopausa está indicada a reposição intravaginal de estrogêneos.
Pode ser tentada a estimulação do sistema imunitário (vacinação), recorrendo à administração oral de estratos de bactérias (ex.: Urovaxon®).

Cistite aguda

Cistite aguda é uma das infeções do trato urinário mais frequentes, que atinge principalmente as mulheres sexualmente activas em idade fértil. A infecção é geralmente ascendente desde a região perimeato uretral, vagina e flora fecal.
A apresentação clínica consiste na presença de sintomatologia urinária baixa («LUTS») do tipo irritativo, tais como, disúria, frequência e urgência. Dor supra púbica, hematúria e urina turva e de odor intenso são também sintomas comuns. A febre e sintomas constitucionais estão ausentes. Tipicamente a urina revela leucócitos e hematúria, que pode ser macroscópica. O diagnóstico é clínico e confirmado por urocultura que identifica o organismo responsável e a sua sensibilidade aos antibióticos. Os patogénios habituais são os Gram negativos, sendo a E. coli a responsável na grande maioria dos casos.
Numa infecção isolada, na mulher em idade fértil, com um quadro clínico e análise de urina sugestivos, a cultura de urina poderá ser dispensada. Os estudos imagiológicos na cistite aguda são desnecessários.
O tratamento consiste num curso curto de antibiótico por via oral, em geral 3 a 5 dias. O tratamento com dose única, por ser menos efectivo, não está recomendado. TMP-SMX, nitrofurantoína e as fluoroquinolonas têm uma excelente actividade contra a maioria dos patogénios que causam cistite. A resistência às penicilinas e aminoglicosideos é muito elevada, tornando estes fármacos não recomendados
para este tipo de infecções.

O que é Cistite

Cistite é uma infecção e/ou inflamação da bexiga. Em geral, é causada pela bactéria Escherichia coli, presente no intestino e importante para a digestão.
No trato urinário, porém, essa bactéria pode infectar a uretra (uretrite), a bexiga (cistite) ou os rins (pielonefrite). Outros micro-organismos também podem provocar cistite.
Homens, mulheres e crianças estão sujeitos à cistite. No entanto, ela é prevalente nas mulheres porque as características anatômicas femininas favorecem sua incidência.
A uretra da mulher, além de muito mais curta do que a do homem, está mais próxima do ânus. Nos homens, depois dos 50 anos, o crescimento da próstata, e a consequente retenção de urina na bexiga pode causar cistite.

Sintomas da cistite:
  • Necessidade de urinar com frequência.
  • Pouco volume de urina.
  • Ardor durante a micção.
  • Dores na bexiga, nas costas e na região do baixo ventre.
  • Febre.
  • Pode haver sangue na urina nos casos mais avançados.

Tratamento da cistite aguda bacteriana

O tratamento da cistite aguda bacteriana visa aliviar o desconforto causado pela inflamação da bexiga e erradicar as bactérias causadoras, impedindo sua perpetuação ou ascensão até os rins, provocando uma infecção muito mais séria. Alguns casos leves podem resolver-se espontaneamente, embora recomende-se seu tratamento específico para evitar riscos como a propagação da infecção até os rins. A maioria dos casos pode ser tratada ambulatorialmente, sem necessidade de internação hospitalar.
Como medidas gerais, recomenda-se:
  • ingestão abundante de líquidos (dois a quatro litros por dia) para aumentar a diurese e diluir a população bacteriana,
  • micções completas e repetidas para esvaziar a bexiga;
  • evitar ingestão de bebidas irritantes para a bexiga como álcool, refrigerantes e café;
  • abstinência sexual enquanto durar a fase aguda;
  • higiene genital e perineal meticulosas;
  • visitar o ginecologista para tratar possíveis corrimentos ou inflamações vaginais concomitantes.
O emprego de antiespasmódicos, analgésicos e/ou antinflamatórios ajuda a aliviar os sintomas incômodos. O principal item do tratamento é o uso de antibióticos específicos para a erradicação das bactérias infectantes. Muitas vezes se escolhe o antibiótico empiricamente, antes do resultado da cultura de urina, visto que grande  parte das pacientes não tolera a espera pela chegada dos resultados dos exames; precisam ver-se livres, o quanto antes, dos incômodos sintomas da cistite aguda. Em geral, o tratamento medicamentoso é bastante eficiente e consegue o alívio dos sintomas em 24 horas e a cura completa do episódio em mais alguns dias. Quando a cistite aguda é recorrente, naquelas pacientes em que o ato sexual for identificado como fator importante para sua ocorrência, o urologista poderá instituir tratamento preventivo prescrevendo o esvaziamento completo da bexiga após o coito e a ingestão de pequenas doses de antibióticos específicos, logo após o ato sexual.

Dicas de como evitar a cistite

Deixamos algumas dicas para evitar a cistite:
  • Beber muito líquido, desde que não alcoólico. Isso faz com que a urina seja eliminada com mais rapidez, eliminando-se as bactérias antes que elas se multipliquem (1,5 a 2 litros de água/dia).
  • Nas mulheres, após a evacuação a higiene deve ser feita com ducha ou chuveiro. Não usar papel higiênico.
  • Tratar a prisão de ventre, se houver.
  • Deve-se evitar roupas apertadas e roupas íntimas de tecido sintético.
  • Procurar o ginecologista aos primeiros sinais de corrimento ou inflamação vaginal.
  • Tomar banho de chuveiro em vez de banho de imersão (banheira).
  • Lavar os genitais e períneo com água e sabonete após defecar ou urinar.
  • Fazer a higiene anal no sentido vagina-ânus.
  • Evitar o uso de sprays, desodorantes, perfumes ou duchas íntimas.
  • Urinar logo após a relação sexual. Antes de urinar fazer higiene.
  • Evitar prender, segurar ou adiar a micção.
  • Higiene perineal e genital antes e após o ato sexual.
  • Evitar o uso de preservativos não-lubrificados.
  • Boa dieta alimentar para assim evitar distúrbios intestinais.
  • As diarréias e prisões de ventrea lteram o equilíbrio das bactérias intestinais e podem provocar uma infecção urinária.
  • Dê preferência a alimentos integrais, verduras, frutas e sempre muita água.

Prevenção da cistite recorrente

A antibioticoprofilaxia é o método mais efetivo na prevenção das infecções do trato urinário inferior recorrentes. Consiste na administração de antibióticos em doses baixas, podendo ser feita de forma contínua ou pós-coito Na antibioticoterapia contínua, as opções mais comuns, com menores efeitos colaterais e pouco onerosas, incluem a nitrofurantoína, na dose de 100 mg/dia, seguida do cotrimoxazol (associação sulfametoxazol+trimetroprima) e de quinolonas.
A duração da profilaxia deve ser de, no mínimo, seis meses e uma urocultura deve ser solicitada ao término da terapêutica.
O sulfametoxazol+trimetroprima (SMTTRP), na dose de 400 mg + 80 mg/dia reduz efetivamente o risco de infecção do trato urinário em cinco anos. Entretanto, devido ao aumento da resistência bacteriana em até 70% na América Latina, esse fármaco deve ser reservado somente em pacientes reconhecidamente nãoalérgicas, e com a prevalência local da resistência em urina isolada menor que 15% a 20%.
A profilaxia pós-coito reduz a frequência de infecções do trato urinário inferior recorrentes por meio de dose única de antimicrobiano antes ou depois do coito.
Os antimicrobianos de escolha devem ser os mesmos da antibioticoprofilaxia contínua e indicados, sobretudo, nas pacientes em que a ocorrência da infecção do trato urinário está relacionada ao coito. Estudos mostram que este esquema é tão efetivo quanto o esquema contínuo, mas em doses menores9,10(B). Pode-se utilizar cotrimoxazol (400 mg + 80 mg), norfloxacino (200-400 mg), nitrofurantoína (50-100 mg) ou ciprofloxacino (125 mg). Contudo, deve-se preservar o uso de ciprofloxacino nessa indicação, considerando sua importância no tratamento de infecções sistêmicas graves, inclusive por Pseudomonas aeruginosa.

Tratamento da cistite recorrente

A antibioticoterapia deve ser realizada da mesma forma e com os mesmos antimicrobianos empregados no tratamento das infecções isoladas. Nos casos de difícil controle, a quimioprofilaxia de baixa dosagem por 3 a 6 meses é uma das condutas mais aceitas. Doses subterapêuticas de antibióticos podem alterar a habilidade das bactérias em aderirem às células do hospedeiro, impedindo a formação de fímbrias, ou então, quando estas são sintetizadas, se apresentarem de forma aberrante. Esta forma de tratamento diminui as recorrências em 95% dos casos, quando comparadas com placebo. A profilaxia pós-coito está indicada naqueles casos em que os episódios de cistite estão relacionados à atividade sexual. Esta estratégia prevê o uso de dose única de antibiótico pós-coito, sendo recomendado, também, o esvaziamento vesical nessa ocasião. A automedicação orientada é indicada em pacientes orientadas que não aceitem o tratamento prolongado, desde que o trato urinário seja completamente normal. Nesses casos o tratamento por três dias ou com dose única deve ser iniciado a partir do início dos sintomas. A reposição hormonal em mulheres pós-menopausa, com evidências de alterações causadas pelo hipoestrogenismo, está indicada como medida adjuvante, utilizando-se creme vaginal à base de estriol ou promestriene, desde que não haja contra-indicação ginecológica.

Tratamento da cistite

O tratamento é baseado em antibióticos, geralmente com rápida remissão dos sintomas. Nos casos de cistites de repetição, após os exames, algumas vezes torna-se necessário o tratamento profilático (preventivo) que poderá ser instituído pelo médico.
Cabe aqui um alerta quanto à automedicação em caso de cistite.
Por ser velha conhecida de alguns pacientes, logo aos primeiros sintomas, “aquele remédio” receitado em um episodio antigo ou aquela medicação que uma amiga usou pode não ser a ideal para você desta vez. O abuso de antibióticos é a causa mais comum no aumento da resistência bacteriana. Sendo assim, procurar o médico é a melhor opção sempre.

Tratamento da cistite bacteriana aguda não complicada

O tratamento da cistite bacteriana aguda não complicada baseia-se em medidas gerais e específicas. Entre as medidas gerais, o uso de analgésicos, antiespasmódicos e antiinflamatórios não-hormonais pode ajudar a melhorar o desconforto das pacientes. As medidas específicas consistem na administração de antimicrobianos. Os exames de urina (urinálise e urocultura) podem não ser necessários antes do tratamento em pacientes com sintomas típicos. O regime antimicrobiano mais empregado atualmente é o de curta duração (dose única ou regimes de até 3 dias, dependendo da farmacocinética do antimicrobiano) em detrimento do tratamento convencional (7 a 10 dias). O regime de curta duração favorece a aderência ao tratamento, tem menor incidência de efeitos colaterais, menor custo e induz menor alteração da flora vaginal e retal, sem comprometimento da eficácia, segundo vários ensaios clínicos.
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