Informação sobre cistite, causas, sintomas e tratamento da cistite, identificando formas de a diagnosticar e procedimentos para a sua cura.


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Tratamento da cistite aguda bacteriana

O tratamento da cistite aguda bacteriana visa aliviar o desconforto causado pela inflamação da bexiga e erradicar as bactérias causadoras, impedindo sua perpetuação ou ascensão até os rins, provocando uma infecção muito mais séria. Alguns casos leves podem resolver-se espontaneamente, embora recomende-se seu tratamento específico para evitar riscos como a propagação da infecção até os rins. A maioria dos casos pode ser tratada ambulatorialmente, sem necessidade de internação hospitalar.
Como medidas gerais, recomenda-se:
  • ingestão abundante de líquidos (dois a quatro litros por dia) para aumentar a diurese e diluir a população bacteriana,
  • micções completas e repetidas para esvaziar a bexiga;
  • evitar ingestão de bebidas irritantes para a bexiga como álcool, refrigerantes e café;
  • abstinência sexual enquanto durar a fase aguda;
  • higiene genital e perineal meticulosas;
  • visitar o ginecologista para tratar possíveis corrimentos ou inflamações vaginais concomitantes.
O emprego de antiespasmódicos, analgésicos e/ou antinflamatórios ajuda a aliviar os sintomas incômodos. O principal item do tratamento é o uso de antibióticos específicos para a erradicação das bactérias infectantes. Muitas vezes se escolhe o antibiótico empiricamente, antes do resultado da cultura de urina, visto que grande  parte das pacientes não tolera a espera pela chegada dos resultados dos exames; precisam ver-se livres, o quanto antes, dos incômodos sintomas da cistite aguda. Em geral, o tratamento medicamentoso é bastante eficiente e consegue o alívio dos sintomas em 24 horas e a cura completa do episódio em mais alguns dias. Quando a cistite aguda é recorrente, naquelas pacientes em que o ato sexual for identificado como fator importante para sua ocorrência, o urologista poderá instituir tratamento preventivo prescrevendo o esvaziamento completo da bexiga após o coito e a ingestão de pequenas doses de antibióticos específicos, logo após o ato sexual.

Tratamento da cistite bacteriana aguda não complicada

O tratamento da cistite bacteriana aguda não complicada baseia-se em medidas gerais e específicas. Entre as medidas gerais, o uso de analgésicos, antiespasmódicos e antiinflamatórios não-hormonais pode ajudar a melhorar o desconforto das pacientes. As medidas específicas consistem na administração de antimicrobianos. Os exames de urina (urinálise e urocultura) podem não ser necessários antes do tratamento em pacientes com sintomas típicos. O regime antimicrobiano mais empregado atualmente é o de curta duração (dose única ou regimes de até 3 dias, dependendo da farmacocinética do antimicrobiano) em detrimento do tratamento convencional (7 a 10 dias). O regime de curta duração favorece a aderência ao tratamento, tem menor incidência de efeitos colaterais, menor custo e induz menor alteração da flora vaginal e retal, sem comprometimento da eficácia, segundo vários ensaios clínicos.

Cistite bacteriana

As cistites bacterianas se caracterizam por uma resposta inflamatória da mucosa da bexiga à invasão bacteriana da bexiga e tem como principais sinais e sintomas: ardor urinário, aumento da freqüência de micções, desejo freqüente de urinar,dor no abdome inferior e até sangramento urinário.
Estima-se que, nos Estados Unidos, mais de cinco milhões de pessoas sofram de cistites bacterianas todos os anos. É muito mais freqüente na população feminina e corresponde a quase 2% das causas de consultas médicas nas mulheres norte americanas.
O principal mecanismo de contagio na mulher é ascendente (por bactérias do trato intestinal e vaginal), mas também pode haver contaminação pelo sangue, linfa ou extensão direta de órgãos vizinhos.